Se eu te dou minha pamonha, tu me dá o teu cural?
E disseram os publicitários sobre as campanhas: crescei e multiplicai-vos.
Depois desse intróito mezzo bíblico, mezzo mussarela, vamos ao que interessa: muitas são as possibilidades exploradas nesse ramo (e cada dia surge uma diferente e ninguém consegue acompanhar), mas uma das que mais dá o que falar é o chamado product seeding.
Ele é constituído basicamente de ações onde blogueiros recebem um produto específico, seja pra fazer uma resenha ou que represente de alguma maneira uma nova campanha. Já imaginou o porque da conversa toda?
Favorecimento? Compra de opinião? Inveja?

Primeiro de tudo: mandar esses kits na maioria dos casos faz sentido. Afinal uma coisa é você mandar um release dizendo que seu novo celular tem 234 funções, frita um bife acebolado e tem o inovador e maravilhoso display com touch screen quando na verdade quando o sujeito pega o produto na mão mesmo descobre que das 234 funções exaltadas no release 225 são variações do jogo da cobrinha e o touch screen é tão fuleiro que pra selecionar alguma coisa você precisa do auxílio de uma marreta.
Mas o que causa toda a celeuma não é a entrega, e sim, o destino que será dado a tão valiosa iguaria. Em um mundo perfeito, cada um faria o quisesse: devolveria, ficaria com ele, daria de presente, sortearia, ou até mesmo sacrificaria o coitado do item em nome de deuses pagãos, whatever. Afinal, partiríamos do princípio que as pessoas são idôneas e não falariam bem somente por ter ganho a bagaça.
Mas aí você vai dizer “se eu falar mal, eles nunca mais vão me mandar nada”. E minha resposta virá em 3 cenários simples.
1. Sorte sua, afinal os produtos deles são uma merda.
2. Sorte sua, manteve sua credibilidade intacta.
3. Sorte sua, outras marcas certamente estão monitorando suas concorrentes e vão adorar ter uma opinião sobre um produto que preste.
Se você se contenta com qualquer coisa, azar o seu.
E isso nos leva a constatar que, infelizmente, o mundo perfeito não existe. O rabo corre atrás do cachorro e algumas pessoas condicionam sua participação em ações mediante pagamento/agrado, o que subverte toda a equação e faz com que promotores de eventos achem que TODOS os seus convidados sem exceção são potenciais mercenários que arrancariam até as cuecas de seus clientes se lhes fossem dada essa oportunidade.
Cabe um lembrete para todos aqueles que invariavelmente alardeiam que as novas plataformas de mídia não devem ser desprezadas e que blogueiro também é gente:
“À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”
Depois não reclamem se forem atirados aos leões.

Estreiou fodásticamente bem, meu brother!
Concordo com cada palavra que você escreveu. As pessoas precisam entender que os blogueiros recebem produtos para analisar. Eles não ganham os produtos para analisar.
Se a empresa vai dar o produto pra ele depois ou pegar de volta é outra história. O que importa é receber o comentário de um crítico pertinente na avaliação da empresa.
É aquela velha história: blogueiro bom vende o espaço e não a opinião. Aquele que vende opinião é justamente o que será discartado nas próximas ações, por que ele só está interessado em ser mimado e não em contribuir com a empresa.
Concordo! Não vivemos em um mundo perfeito.
Mandou muito bem na estréia!
eu conheço essa música xD
Hahahaha…Show de bola!
O texto é muito bem escrito e a transição das palavras sem mudar o foco do post ficou fodástico.
Parabéns, muito bom!