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I Desconferência Social Media Marketing do #CParty

January 20, 2011

Olá, pessoal!

Eu, @MissMoura, e a nossa queridíssima @Gabibianco, vamos juntar os campuseiros amanhã (dia 21/01/2011) para debater temas de interesse para profissionais de agências, blogueiros e demais curiosos sobre Social Media.

A ideia é fazer um encontro onde cada um possa ter voz, expor a sua visão de mercado ou opinião pessoal, contribuindo para o aprendizado de todos. Copiando o “flash Luluzinhacamps” que rolam no evento todo ano, nossa prentensão é nos reunir em uma rodinha de cadeiras ou em uma bancada não muito tumultuada às 16h.

Alguns temas já foram sugeridos pelo Twitter na última semana. Até improvisamos um flyer, como você pode ver abaixo (detalhe para a programação original que incluía a quinta feira. Leia-se “mudanças de última hora”). Clique na imagem para ver maximizada.

Se quiser colaborar, você pode avisar os amigos e juntar a galera =)

Os temas que estavam previstos para quinta serão debatidos na sexta. No sábado, não temos programação de debates prevista para não conflitar com o palco Social Media. Mas o que for definido entre os participantes estará aqui no blog, com certeza!

Esperamos a sua participação!

Nissan – Carrão ou Errão?

December 10, 2010
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O burburinho do dia – ou da semana – é a campanha Quero meu Carrão, da Nissan, tocada pela ID/TBWA. A idéia da campanha é simples, inicialmente: quem conseguisse 44.500 RTs de uma determinada mensagem levaria um Nissan Tiida novinho. Entendo o conceito da idéia: um carro desses custa mesmo R$44.500 e faz sentido pedir esse número exato de RTs.

O difícil é alguem conseguir honestamente.

Logo de cara, dois usuários se destacaram. A @anarina, apoiada por uma turma do barulho, resolveu ganhar o carro e doá-lo para a Família Santa Clara, registrando essa declaração em cartório e tudo. Essa campanha gerou adesão altíssima, chegando a mais de 26000 RTs, um número impressionante.  Como nem tudo são flores, obviamente um usuário espertão criou um perfil e saiu usando script a dar com pau até fazer os 44.500 rts. Supostamente, o dono desse perfil seria o mesmo dono do site NovoFollowers, famoso por conseguir muitos seguidores pro seu perfil. Porém, ao fazer o cadastro nesse site, o usuário deve permitir que o site faça alterações na sua conta. Dessa maneira, seria simples publicar um RT na timeline de todos os cadastrados por lá; e parece que foi isso que rolou. Nesse post do Eden tá tudo explicado no detalhe.

Aí vem a segunda parte da história, exatamente o ponto que quero divulgar aqui. Percebendo o erro, a Nissan  criou uma solução paliativa: como não conseguem provar o uso de script pelo usuário vencedor (não me perguntem, não sei de nada de área técnica), decidiram premiá-lo assim mesmo e dar um segundo carro para o próximo vencedor da promoção.

Além disso, foi constituída uma comissão com representantes da agência, da Nissan e da auditoria, e 4 representantes de redes sociais. A idéia é que essa comissão avalie o proximo vencedor para observar o uso de script, a campanha, etc etc. Se a comissão validar, vence. Se não, desclassifica.

Além disso, caso ninguém atinja os 44500 Rts requeridos, foi explicitado que o participante melhor colocado no ranking leva, independente do numero de RTs que possua.

O que me agrada nessa decisão é, sem dúvida, ver uma empresa como a Nissan admitindo um erro desse porte. Como profissional da midia social, é sempre bom ver que a empresa se preocupa com a repercussão na rede social e percebe a força que esse mercado tem.

Por outro lado, o fato de dar o primeiro carro pro “scripteiro” gerou uma baita revolta em boa parte dos usuários da rede social. Dois posts foram bem contundentes: o Morroida e o Gravz. O Eden, um dos membros da comissão, deu o ponto de vista dele. Eu fico dividida. Se por um lado considero um grande passo reconhecer o erro e mudar de estratégia, dar o carro para alguém que trapaceou me incomoda profundamente.

Queria abrir uma discussão com este foco: vale a pena continuar a promo? A empresa perde ou ganha assumindo seu erro? E qual seria a melhor solução para o caso?

 

Eu quero KitKat, mas com fritas ou sem?

December 7, 2010
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De volta após um pequeno hiato, vamos falar de coisa boa. Vamos falar de viral.

Vocês viram a campanha #KitKatnoBrasil? Trata-se de uma campanha para que o chocolate KitKat, preferido de dez entre dez blogueiros que viajam para o exterior, volte a ser vendido no Brasil. Eu, como fã de chocolates, me interessei e fui olhar.

A campanha tem vídeo no YouTube e site oficial. O lançamento foi no CCOO,  blog bem bacana que fala sobre fotos de embalagens de alimentos versus a real aparência deles.

O site oficial está registrado no nome de uma agência chamada Mei. No próprio site, aliás,  já consta que a campanha é apoiada pela Mei, não foi uma investigação detetivesca pra descobrir.

Posso estar sendo muito cética, mas a campanha me parece muito, muito organizadinha demais. O vídeo sem voz, só com uma trilha branca, super bem filmadinho, o site com os widgets informando últimos tweets e uso de hashtag, a maneira como o perfil de twitter é conduzido, pedindo o engajamento de famosos… Podem ser os anos dentro de agência e a enorme lista de pseudo-virais que já vi, mas isto me cheira a tentiva de viral – sem fritas. Boi preto reconhece boi preto, não é?

Acompanhemos a campanha e vejamos o que vai acontecer. Espero pagar minha língua, de preferência com uma barra de KitKat pra comer depois.

Insights sobre a customização do jornal impresso

June 10, 2010

Tenho uma relação de carinho com o Jornal O Globo por vários motivos, os quais tentarei passar rapidamente antes de chegar ao insight que originou este texto. Conselhos para esta leitura: 1) Eu divido em subtítulos, caso você não tenha paciência de ler um texto longo.  2) Se você não for carioca, substitua a marca pelo jornal da sua cidade.

Relação emocional com a marca
Um pai foto jornalista, que me levou por diversas vezes a passear de “Maria Chiquinha” pelos corredores da redação, as dezenas de computadores em uma época que ter um PC em casa era coisa para rico, os jornalistas que nos paravam pra brincar com a menininha das chiquinhas e perguntar como um pai feio fez uma filha bonita e, por último e não menos importante, a mesa do Chico (cartunista do jornal até hoje), onde sentei e pintei várias vezes em sua ausência – o paraíso em lápis de cores de todos formatos e ceras possíveis e imagináveis.

Minha família recebeu gratuitamente o jornal durante muitos anos e, na vida adulta, namorei um cara que possuía todo um ritual de sentar e ler o jornal inteiro aos domingos. Tentei me adaptar à leitura dos concorrentes e não consegui, até que há poucos anos, houve uma flexibilização no modelo de assinaturas e pude aderir apenas aos finais de semana por um custo benefício razoável.

A geração Y ainda no dilema Tela versus Papel

Houve até quem me prometesse um e-reader só para que eu aprendesse a ler na tela. Mas nasci em 1984, e confesso, ainda não me adaptei. Prefiro imprimir quando os textos são mais longos, mesmo com todo o papo da consciência ecológica (é ela versus a minha necessidade de ir ao oftalmologista e encomendar um par de óculos).

Estratégia de retenção do consumidor
Há coisa de duas semanas, o jornal resolveu fazer uma “promoção”, onde ao invés de receber o produto apenas aos finais de semana, eu receberia todos os dias por um tempo pré-determinado. Sei bem quais são os objetivos de marketing envolvidos, no entanto, aceitei a oferta, certa de que voltaria a ler somente nos finais de semana quando a mesma acabasse.

O tiro da estratégia saindo pela culatra
Acontece que uma pilha de jornais se amontoa dia após dia na minha sala, na mesa do trabalho, na estante do meu quarto e não dou conta e nem tenho paciência de ler (isso sem discutir o formato, enorme e impossível de ler no transporte ou no vento da praia). A minha vontade de cancelar o dito cujo causou um efeito reverso na estratégia de “acostumar” o consumidor à leitura diária. Daí, hoje, eu pensei: “Eu só posso estar há uns 5 anos a frente da mídia impressa. Por que eles não me permitem assinar apenas os cadernos que me interessam?”

Possíveis benefícios da customização do jornal impresso (pensem comigo):
– Muito além da consciência ecológica em torno do papel, o jornal impresso teria um novo modelo de negócio que gastaria menos energia e seria muito mais rentável.
– Eu poderia selecionar via web apenas os cadernos que me interesso em ler e recebê-los no conforto da minha residência ou trabalho.
– Os cadernos poderiam variar de preço conforme oferta/demanda. Assim como os anúncios dentro dos mesmos.
– A empresa teria acesso não só ao perfil demográfico, como psicográfico do leitor, visto que seria possível descobrir o que o jovem mais lê, e de acordo com os cadernos, como ele pensa/ se comporta / consome.
– A queda da demanda de determinados cadernos forçaria uma readaptação conforme o interesse do público.

Insight final: “ahhh, mas eles já fazem isso no portal, quando o usuário está logado”. Minha resposta: ok, uma coisa não impede a outra.

E essas idéias foram pensadas em menos de 10min, imagine com um pouco mais de planejamento estratégico e pitadas de ousadia? #ficadica

Skol – Lata Falante

May 19, 2010
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Recebi em casa uma lata falante de Skol: a latinha vem muito bem disfarçada de lata normal, mas ao abrir, a danada começa a cantar e torcer. Ela realmente parece de verdade: é pesada como as outras e tem até um líquido dentro pra enganar melhor. Confesso: levei a lata pro trabalho e a usei pra torturar os coleguinhas, porque a bichinha canta alto que até enche o saco.

Por outro lado, é divertido imaginar a reação das pessoas ao achar uma dessas escondida no meio de seu pack de Skol, né não? No site dá pra gravar sua própria mensagem e mandar pros amigos e aqui (roubado do Comunicadores) tem uma lista de todos os recados que a lata canta. O meu é o do Ole-le, Ola-lá, o mais com cara de grito de torcida mesmo.

A campanha é da F/Nazca e o comercial que deliciosamente aporrinha os nossos hermanos ar-rrrentinos está aqui:

Ah, e se você  for um chato que vai ficar bravinho com uma cerveja a menos no seu pack, relaxa: é só ligar pro SAC que eles te mandam uma lata novinha…😉

Quem não segue um perfil corporativo que atire a primeira pedra

March 19, 2010

Todos nós, seminativos digitais, queremos ficar antenados com promoções, ofertas, informações relevantes e estar mais próximos das marcas que amamos. E na dinâmica de estratégias de mídias sociais para entrada no twitter, as agências ou empresas que cuidam da comunicação da marca, em geral, possuem dois caminhos para entrarem na rede social:

– Através do perfil corporativo (logomarca ou elemento que identifique a empresa);
– Criação de personagens.

Em geral, a adesão aos personagens é muito maior do que aos perfis corporativos representados por uma logo (vamos abrir aqui uma exceção aos perfis de lovemarks como Coca Cola, Starbucks e companhia). As pessoas querem seguir pessoas, e não, perfis que se assemelham a robôs ou mensagens programadas (leia, compre, veja, clique).
Enfim, existem outros benefícios na criação de personagens, mas que dariam um outro post por si só…

Falando de personagens de sucesso:
Em 2008,  desenvolvi a criação do personagem que representa o Grupo Ediouro nas mídias sociais e que foi responsável pelo rejuvenescimento da marca na estratégia de web. É o @Oleitorvoraz. Junto com meus gestores na época, criamos o nome e a partir daí, o personagem ficou sob minha responsabilidade: desde a foto que o representa até a linguagem e as promoções realizadas no Twitter. Com o sucesso da ação, o leitor ganhou um blog e um portal próprio.

Um ano depois, desenvolvi a linguagem e as ações para o personagem Facilita (@blogcomprafacil), que representa o e-commerce Compra Fácil no Twitter. Quando peguei o personagem (ele já existia antes), ele tinha todas as características de um “telemarketing” na rede e ninguém interagia com ele. Hoje, ele conta com quase 7 mil seguidores.

Falando de novos personagens:
Notei poucas criações de personagens bem sucedidos desde então, e  por isso, resolvi fazer uma enquete no Twitter a fim de descobrir como as marcas vêm se relacionando com seus seguidores. Recebi algumas poucas indicações de personagens interessantes, mas segue a lista:

• O @saltyslife que representa a Knnor internacional tem uma estratégia muito interessante: afirmar que com o corte de 25% do sódio dos produtos, ele ficou de fora da empresa e precisou tomar um rumo novo em sua vida. Também conta com um perfil no Facebook e fotos.
• O @dublefortunato um personagem da Allianz Seguros do Brasil: representado por um dublê, conta com um canal no youtube com vídeos interativos, onde você confere as peripécias do dublê, e um blog.
• A Suzuki também está com uma campanha legal também, onde um profissional twitta de um carro (lançamento), viajando por todo país, através do perfil @sigasx4
• O @MrDica, é um perfil que está disposto a resolver qualquer problema de tecnologia. Ele é o personagem do Blog Baixa Tudo, da Globo.com

Lembrei também de uma ação que já acabou, mas que tinha abordagem genial: @aplantaquefuma. Na verdade, eram dois perfis, representados por um girassol que fumava e outro saudável. Obviamente, o que fumava foi o primeiro a morrer. A campanha dava suporte ao início da Lei Antifumo, como parte da conscientização dos jovens nas redes sociais.

Enfim, acho que vale conhecer cases como esses para contribuir com a estratégia de entrada de uma empresa nas mídias sociais. E, neste caso mais especificamente, no Twitter.

* Dicas de @camilagss e @pedrovisky.

Quando as empresas entendem o que é Mídia Social

December 14, 2009

Depoimento pessoal, intransferível e não remunerado.

Em março deste ano, combinei uma viagem para São Paulo com um amigo e comprei as passagens em meu cartão de crédito. O amigo em questão, recebeu uma proposta de freela e, dias antes da viagem, pediu que cancelasse a compra das passagens. Daí começou meu problema com a companhia laranjinha (não vou falar o nome, pois nesse cenário de censura em blogs, está perigoso).

Liguei pra companhia laranjinha, esperneei com a companhia laranjinha, recebi uma série de informações desencontradas das atendentes laranjinhas e tive que pagar as passagens em quatro parcelas no cartão como se tivesse viajado até conseguir um estorno. O tempo passou e passei a avaliar as companhias aéreas de outras cores como opções.

Semana passada, resolvi comprar um vôo novamente para São Paulo e, desta vez, a companhia escolhida foi a azulzinha. Na pressa para realizar a compra, digitei meu e-mail de contato com uma letra errada e não recebi a confirmação de compra. Ao tentar comprar o vôo de volta, no dia 10, o site deu erro e eu temia que houvesse feito a mesma compra com duplicidade.

Resolvi apelar para as mídias sociais e entrei em contato com a companhia azulzinha via twitter. Meu contato foi despretensioso, pois, como trabalho na área e conheço os bastidores das Mídias Sociais, sei que em geral a agência que opera o perfil não tem informações cadastrais do usuário do cliente.

Pedido de ajuda à Azul Linhas Aéreas

E não é que, para minha surpresa, o perfil da companhia azulzinha solucionou meus problemas em menos de 5min, via direct message e sem nenhuma burocracia?!

Não sei qual é a agência ou quem opera o perfil, mas fico extremamente realizada quando vejo cases de relacionamento em mídias sociais como esse. Fica como exemplo.

Detalhe: acho que a laranjinha nem Twitter tem ainda… Me corrijam se eu estiver enganada.

*Este post foi previamente publicado no Grupo de Mídia RJ .

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